Choro, humor deprimido, isolamento, letargia são algumas formas de expressar a tristeza, que também é uma emoção transitória. Em vários momentos da vida sentiremos tristeza, que é caracterizada por um sentimento de desinteresse, desesperança, decepção e humor rebaixado. A tristeza é a emoção vista como a mais negativa sendo o oposto da felicidade.
É importante notar a intensidade dessa tristeza, recorrência e período que ela permanece, pois dependendo de como for pode desencadear um quadro de depressão. Pessoas tristes geralmente tem o desejo de interromper suas atividades cotidianas para refletir sobre o ocorrido e isso é normal. Na maior parte das vezes a tristeza acontece em alguns momentos da vida e é mais uma emoção importante para que precisamos sentir. O tipo de tristeza vai depender de cada pessoa e como ela reage diante de um evento.
Quando falamos de tristeza geralmente associamos com uma perda. Algumas pessoas podem ficar muito tristes diante da perda de alguém muito querido, outras por causa da separação de alguém, alguns por causa da perda de um emprego ou de um bem material. E é nisso que a tristeza se torna importante para nós. Quando ficamos tristes procuramos evoluir em nossos comportamentos a fim de não ficarmos tristes novamente.
Alguns estudos mostram que a tristeza pode ser uma ferramenta motivacional. Se as pessoas estão felizes o tempo todo elas se acomodam, estacionam e assim, deixam de evoluir. Já quando a tristeza aparece é sinal de que algo não está bom, de que existe insatisfação e assim, buscamos a melhoria.
Apesar desse benefício, sentir-se triste o tempo todo não é nada agradável, diminui nossa qualidade de vida e afeta nossos relacionamentos. Muitas vezes não podemos evitar a tristeza, mas podemos ter atitudes positiva para diminuí-la.
Identificar o que está te deixando triste e aceitar essa condição já é um bom começo. Compartilhar a tristeza com alguém e falar sobre isso ajuda muito também, afinal sentir-se triste em alguns momentos não é sinal de fraqueza.
É melhor recorrermos a ajuda do que desenvolvermos comportamentos disfuncionais na tentativa de aliviar a tristeza. Muitas pessoas que tem dificuldade de sentir e trabalhar a tristeza recorrem a automedicação, abuso de drogas ilícitas e álcool, comportamentos de automutilação ou simplesmente se isolam, afastando a família e os amigos que poderiam estar sendo o suporte emocional para enfrentar esse período.
O autoconhecimento, por exemplo, pode ser uma boa estratégia para enfrentar a tristeza. Todos nós precisamos identificar nossas dores, olhar para isso com carinho, respeito e acolhimento. Ressegnificar vivências que nos geram dor e sofrimento pode contribuir muito para a diminuição da tristeza.
Uma boa forma também de trabalhar a tristeza é pensar nas coisas boas que já aconteceram e ser grato por elas. Na vida não temos somente momentos tristes e vale a pena sempre lembramos disso.
Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).
@deborabuenopsicologia
(11) 94218-5503 (WhatsApp)