Quando perguntamos a uma pessoa quais são suas metas de vida dificilmente a felicidade não estará no topo da lista. Na literatura filosófica a felicidade era vista como um julgamento de satisfação com a própria vida ou como um equilíbrio entre sentimentos ou estados emocionais positivos e negativos. No entanto, essa tendência mudou na década de 1990, quando pesquisadores no campo da psicologia positiva começaram a estudar a felicidade com seriedade e passaram a vê-la como um sentimento.
Porém vale ressaltar que felicidade e alegria são diferentes. A felicidade é um sentimento, é um estado de espírito constante construído por várias atitudes e que duram um bom tempo, enquanto a alegria é uma emoção, um estado momentâneo de contentamento.
A primeira é um estado linear e a segunda são picos.
A alegria vem de forma espontânea em determinados momentos. Muitas vezes as pessoas podem ter muitas coisas e se considerarem pessoas felizes. Podem ter um bom trabalho, boa condição financeira e uma família linda e com saúde, porém nem sempre ela acordará motivada, animada e alegre. Ou seja, alguém feliz pode nem sempre estar alegre. E alguém que está alegre não significa que é feliz.
O povo brasileiro, por exemplo, é conhecido mundialmente como um povo alegre. Mesmo nas piores horas, com dificuldades econômicas e políticas, alto índice de desemprego e problemas sociais, muitas vezes estão alegres.
A alegria muda ambientes, conecta pessoas, transforma um dia ruim, gera empatia, tem o poder de contagiar outras pessoas. É claro que todos nós temos problemas e não sentiremos alegria o tempo todo. Nem somos obrigados a isso. É comum hoje encontrar alguém se sentindo triste por ver ao seu redor pessoas alegres o tempo todo na mídia, nas redes sociais, na vizinhança, no trabalho. Mas relaxa, essa é uma parcela da vida que está gerando toda essa alegria para ela. O outro também tem problemas, também tem dias ruins e a comparação como se o outro fosse o tempo todo alegre só pode causar sofrimento e angústia. Tem pessoas que se culpam por não estarem alegres mesmo quando tem tudo, porém não é bem assim.
Para estar alegre precisa estar bem consigo mesmo, se aceitar, cada um com suas características e respeitando seus momentos. Aceitar os eventos que acontecem ao nosso redor, se sentir confortável.
A vida real é feita de altos e baixos. Momentos bons e ruins. Todos eles fazem parte da nossa construção e evolução. Ter consciência de que a alegria fará parte da nossa vida mas que também sentiremos outras emoções é um passo para nos sentirmos mais leves e felizes.
Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).
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