O que é TAB: Transtorno Afetivo Bipolar?

“Ah, o fulano é bipolar. Cada hora ele está de um jeito. Ninguém entende.”

Muitas vezes as pessoas confundem o mal humor comum de alguém com um transtorno que acomete mais de 15 milhões de brasileiros, o Transtorno Afetivo Bipolar.

A alteração de humor é a característica principal do transtorno. Essa alteração pode durar dias, meses ou anos.

Na fase da depressão, a pessoa demonstra uma grande tristeza e insatisfação com a vida e pode durar semanas ou anos. Perde o interesse nas coisas que gostava, pode se isolar mais, começa a ter sentimento de culpa e fracasso, acha que é inútil e tem pensamentos pessimistas, fadiga aumentada, alterações no apetite e no peso, irritabilidade e alguns podem apresentar pensamentos de morte ou dores crônicas. Por isso, muitas pessoas podem ser diagnosticadas e tratadas como transtorno de depressão a princípio, vindo a aparecer o real diagnostico tempos depois no surgimento de uma fase maníaca ou hipomaníaca.

No transtorno bipolar tipo 1, quando ocorre a mania, o paciente apresenta grande euforia e felicidade exagerada, muita disposição e energia, sente-se muito ativo e quer fazer tudo ao mesmo tempo. Mal sente sono e acha que pode tudo, inclusive financeiramente. Apresenta como principais sintomas a irritabilidade, apetite sexual aumentado, uso abusivo de substâncias, pensamentos de grandiosidade e megalomaníacos, falta de concentração entre outros. Isso pode gerar grandes problemas na sua rotina, seja na família, no grupo de amigos ou no trabalho, pois a maioria das pessoas se incomodam com esses comportamentos extravagantes e muitas vezes, sem saber de fato o que está ocorrendo, podem se afastar. As pessoas nessa fase não reconhecem que tem algo de errado com elas.

Já no transtorno bipolar tipo 2, quando ocorre a hipomania, o paciente apresenta sintomas parecidos ao da mania, porém em grau mais leve. Por isso, ele consegue lidar com sua rotina normalmente, continua trabalhando sem grandes prejuízos e suas relações interpessoais não são tão afetadas. Mas nitidamente ele se apresenta mais falante, simpático, engraçado. Fica com mais energia para realizar suas funções e mais disposto, dormindo menos horas.

Em qualquer fase do transtorno, o paciente sofre muito, tem prejuízos e pode ser mal interpretado no trabalho por colegas e familiares. Porém, como qualquer outro transtorno psíquico, é passível de tratamento e controle dos sintomas.

O tratamento é feito com medicamentos prescritos pelo psiquiatra e psicoterapia, a fim de ajudar o paciente a entender seu funcionamento e criar técnicas e maneiras de lidar com os ciclos, quando eles ocorrem.  A informação e a psicoeducação é o caminho para ter maior qualidade de vida.


Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).

@deborabuenopsicologia
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