Eles são muitos semelhantes por apresentar sintomas parecidos, porém de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Estresse, a Síndrome Burnout e a Depressão são diagnosticados e tratados de forma diferente.
A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta crianças e adultos. Nos casos mais graves, quando não tratado de forma adequada, pode até levar ao suicídio, que hoje é 2ª causa de morte entre os adolescentes no mundo. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com o transtorno de depressão.
São vários fatores que contribuem com o surgimento do transtorno. Eventos traumáticos, predisposição genética, condições socioambientais e estresse cônico são os principais fatores que levam o indivíduo a desenvolver a depressão.
O tratamento medicamentoso, nesse caso, ajuda a restabelecer o nível de neurotransmissores, que impacta diretamente na produtividade da pessoa, assim como no humor, no sono, na vida sexual entre outros. Fazer atividade física, praticar um hobbie e ter uma boa alimentação também ajuda muito no tratamento da depressão. Porém o mais importante é tratar o psicológico, uma vez que o medicamento vai tratar os sintomas, mas não a causa. A psicoterapia cognitiva comportamental ajuda o paciente a entender as situações que o levam a ter determinados pensamentos que desencadeiam emoções muito negativas, afim de re-significar e dar outro direcionamento na forma como o indivíduo encara os eventos.
Já o estresse é considerado uma reação do corpo frente a alguma situação que exige muito do nosso emocional. Quando isso acontece, o corpo pensa que está sob ataque o que faz ele liberar alguns hormônios e substâncias químicas no corpo. O hormônio cortisol, por exemplo, é muito importante para o bom funcionamento do organismo, porém quando produzido de forma exagerada ele implica na pressão sanguínea, nos níveis de açúcar e na redução de libido. A adrenalina e noradrenalina também são produzidas numa situação de estresse. Porém se o corpo começa a reagir sempre de forma estressada até em situações que não exige, isso passa a ser um problema.
A síndrome burnout acontece quando o indivíduo tem uma sobrecarga de responsabilidades no trabalho, seja com número de atividades, cobranças ou metas, carga horária elevada, falta de reconhecimento e vive sob pressão. É um desajuste que acontece entre o trabalho e o indivíduo.
Existe níveis, mas estima-se que 72% dos brasileiros tem alguma sequela de burnout, seja leve, moderado ou grave e que 32% sofrem da síndrome, segundo dados da Associação Internacional de Controle do Estresse (ISMA).
Cansaço físico e mental, fadiga, dores de cabeça frequente, insônia, dificuldade de concentração, problemas gastrointestinais, taquicardia entre outros podem ser sintomas da síndrome.
Ninguém melhor do que um profissional habilitado e capacitado da saúde mental para diagnosticar e tratar qualquer que seja a condição, nesses casos médicos psiquiatras e psicólogos. Peça ajuda!
Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).
@deborabuenopsicologia
(11) 94218-5503 (WhatsApp)