A Psicopedagogia é uma ciência que se ocupa em estudar o processo de ensino-aprendizagem do ser humano, bem como os fatores que impedem e/ou dificultam o ato de aprender do mesmo. Isso se dá de forma interdisciplinar, uma vez que a Psicopedagogia é uma ciência nova e, portanto, com a parte teórico-metodológica sendo construída.
As emoções e sentimentos, por muitas vezes nos guiam em nossos comportamentos e se incorporarmos isso ao âmbito educacional, é fundamental a análise do afeto como guia do comportamento dos alunos e aprimorar vínculos afetivos com o professor, para que se estabeleça uma maior confiança e respeito.
O psicopedagogo analisa e assinala fatores que favorecem, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe a ajudar o desenvolvimento dos projetos favoráveis as mudanças. Ele tem como medida conduzir a criança ou adolescente ou adulto ou a instituição a reinserir, reciclar para uma escolaridade saudável, de acordo com as necessidades e interesse dela. Na escola, ele poderá contribuir no esclarecimento de dificuldades de aprendizagem que não tem por causa apenas deficiência do aluno, mas que também são consequências de problemas escolares.
O afeto é considerado a energia que move as ações dos seres humanos, pois sem a troca, o calor e a afabilidade não há motivação nem interação entre os sujeitos, o que pode dificultar o desenvolvimento da inteligência.
No caso da afetividade na educação escolar, o desenvolva da afetividade na relação professor-aluno, permite que vínculos afetivos sejam criados, que exista uma sensação de bem-estar na relação de ambos para que assim o trabalho do professor seja gratificante e que o aluno tenha motivação para permanecer na instituição absorvendo do ensino o que há de melhor, uma aprendizagem significativa.
Piaget afirma que a inteligência humana somente se desenvolve no indivíduo em função de interações sociais, que são em geral demasiadamente negligenciadas. Neste sentido, sem motivação, a razão de estar na sala de aula pode deixar de existir e isso poderá resultar em frustração, desânimo, reprovação, má qualificação profissional e, até mesmo, desistência. O afeto rege entre outras coisas, o comportamento humano em alguns momentos, quando por exemplo deixamos a razão de lado e nos comportamos “impulsivamente”, isto é fruto de nosso afeto, ou seja, da emoção, que segunda ela é uma expressão afetiva. (ALMEIDA, 2009)
Para o desenvolvimento e crescimento do ser humano, a interação entre afetividade e inteligência exerce um importante papel, pois ambas se desenvolvem gradativamente no indivíduo e existe uma integração que as permite estar juntas mesmo quando o momento é propício apenas para uma. À medida que o indivíduo vai se desenvolvendo, a afetividade vai cedendo lugar à inteligência, pois ele sente a necessidade de conhecer o mundo em sua forma real.
Portanto, escola não é um lugar somente para aprender matemática e português. Na escola as crianças também desenvolvem emoções e aprendem a lidar com elas (ou deveriam). E as emoções são fundamentais no processo de aprendizagem.
Se o seu filho está com dificuldade para aprender procure um profissional especializado para realizar uma avaliação e inicie um tratamento, caso seja necessário. Muitas crianças crescem com essa dificuldade por falta de uma orientação correta. Lembre-se que todas as crianças podem aprender. Cada qual no seu tempo e de um jeito.
Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).
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