Maria conheceu João. Eles iniciaram uma relação e Maria adorava o jeito que João se comportava. Todos os dias quando ele chegava em sua casa, acompanhava Maria na cozinha, conversando sobre como tinha sido o seu dia, interessado no que Maria havia feito e ajudando-a com a louça enquanto ela preparava o jantar.
Já João adorava o jeito que Maria o tratava. Ela sempre preparava o jantar que ele mais gostava com muito carinho. Com a casa sempre muito limpa e organizada, Maria recebia João com um abraço longo e muitos beijos. E assim eles permaneceram por um tempo na relação.
Porém, depois do casamento, João passou a chegar em casa e ir direto para a sala, assistir TV e acessar suas redes sociais. Com o tempo, Maria começou a se questionar se João ainda a amava, pois ele estava diferente com ela. Desmotivada e confusa, ela passou a não abraça-lo mais e seus jantares ficaram insonso e sem graça.
João, por sua vez, percebeu essa mudança na Maria e começou a achar que a esposa não o amava mais e não queria estar mais casada com ele. E aí se deu o pontapé inicial para o fim de uma relação.
Foi observando inúmeros casais que o procurava quando esse “início do fim” acontecia, que o autor americano do livro As 5 Linguagens do Amor Gary Chapman, que também é pastor e filósofo, descobriu que os casais satisfazem as necessidades de amor do parceiro durante um tempo, mas que depois deixam de se atentar a isso. A comunicação entre eles fica falha e abre-se uma lacuna para diversos pensamentos distorcidos.
Ele fala em seu livro que não existe uma única forma de amar. Que as pessoas se comunicam por diversas formas e que, para um relacionamento ser saudável e durar por muito tempo, é necessário que o parceiro observe e identifique qual é a forma de amar do outro.
Não que as pessoas precisam fazer sempre aquilo que o outro quer. Mas se não conseguir se comunicar com o parceiro atendendo suas necessidades, uma hora isso pesará muito na relação e é a hora que a coisa começa a desandar.
Embora todos nós possamos ter um pouquinho de cada, ele relatou em seu livro, que foi escrito com base nas observações que ele fazia como conselheiro matrimonial, que existem 5 principais linguagens do amor.
Tem pessoas que se comunicam por Palavras de Afirmações. São pessoas que adoram ouvir elogios, receber apoio, serem motivadas pelo parceiro, reconhecidas por um trabalho, valorizadas.
Outras funcionam melhor com Atos de Serviços. São pessoas que estão sempre prestes a ajudar, se doam nas situações, não medem esforços para fazer o que tem que ser feito. São pessoas muito prestativas. Essas valorizam muito o maridão que lava a louça depois do jantar, fica a dica.
Tem outras que se identificam mais com o Tempo de Qualidade. Elas deixam tudo só para estar ao lado da pessoa que ama. Ir ao cinema, passear no parque, viajar a dois, passar o final de semana no sofá agarradinho vendo Netflix. Para ela já está ótimo. Simples assim.
Tem pessoas que já são movidas ao Toque Físico. Adoram receber abraços, cafunés, massagens. Se sentem mega amadas quando o assunto é passar uma tarde a dois agarradinhos.
E por último aquelas pessoas que se sentem muito amadas quando recebem um mimo. A linguagem de amor Presentes não faz dessa pessoa interesseira. Mas ela se sente super amada quando recebe algo material, nem que seja seu bombom predileto. Só o fato da pessoa ter lembrado dela, já é suficiente para alegrar seu dia.
Vocês viram quantas linguagens de amor podemos ter? Descubra a sua linguagem, aquela que você mais se identifica e descubra a do seu parceiro também. Pequenos gestos que você faz, pode gerar uma comunicação formidável com ele, tornando o relacionamento muito melhor
Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).
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