A Ansiedade e Comer Consciente

Você já se pegou comendo alguma coisa 20 minutos depois de ter almoçado? Ou levantar da cama desesperado durante a noite para procurar algo na geladeira para comer? Ou até mesmo depois do jantar soltar aquela velha frase “Hum, que vontade de beliscar alguma coisinha”. Pois é, isso pode acontecer de vez em quando com as pessoas. O problema começa quando esse comportamento se repete por mais de 2x na semana, pelo menos. Por trás disso tudo pode existir uma emoção que nos impulsiona a fazer isso: a ansiedade.

“Enfiar o pé na jaca” de vez em quando acontece com todo mundo. Uma festa, um evento, aquele final de semana friozinho em casa, o almoço de domingo na casa da família etc. Mas o que muitas pessoas pensam que pode ser fome, na verdade chamamos de fome emocional, alavancada por pensamentos preocupantes que disparam a necessidade de comer exageradamente.

Podem existir fatores neurobiológicos e uma predisposição genética para o comer compulsivo. Mas a maioria das pessoas que passam por isso sofrem de depressão ou ansiedade ou algum outro transtorno psíquico. Dificuldade de lidar com problemas, baixa autoestima, pensamento de incapacidade, dificuldade de lidar com frustrações, pensamentos de antecipação e impulsivos também são alavancas para o comer exagerado.

Comer com base nisso pode gerar satisfação inicial, porém pode virar um ciclo vicioso e sem fim, uma vez que, depois do ato de comer a pessoa se sente mal e angustiada por não ter conseguido se controlar, com isso vem a culpa, a tristeza e novamente a ansiedade, e a necessidade de comer para aliviar toda essa dor. Ou seja, a comida passa a ser a válvula de escape dessa pessoa.

Se essa pessoa não recebe o acompanhamento profissional necessário, tanto médico, nutricional e psicológico ela passa a repetir esse movimento o tempo todo, gerando a compulsão alimentar. É necessário que o indivíduo perceba quais situações disparam determinados pensamentos para que possa aprender a controlar as suas emoções, evitando assim o ato de comer exagerado.

É natural que num momento delicado, como a perda de um emprego, a morte de um ente querido ou o rompimento de um relacionamento as pessoas se utilizem da comida para aliviar a tristeza. O problema acontece quando isso não cessa e se repete por inúmeras vezes. Portanto, se atente as suas emoções e seus comportamentos. Caso esteja comendo mais do que o habitual, investigue em que momento da sua vida você se encontra. Que situação está passando e o que isso pode estar lhe causando emocionalmente. Nosso corpo precisa do básico para sobreviver. Damos nossas escapadinhas pois precisamos sentir prazer, porém todo exagero é prejudicial à saúde.

Como está o seu comer?


Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).

@deborabuenopsicologia
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