ABA vem da sigla em inglês Applied Behavior Analysis que em português significa Análise do Comportamento Aplicada.
A Análise do Comportamento é uma ciência que pode ser aplicada em vários contextos. Dentre eles, em indivíduos que estão dentro do espectro autista. Também pode ser aplicada em diversos outros casos, como indivíduos com TDAH, por exemplo. Mas por que a ABA ficou tão conhecida como a terapia para as crianças que tem autismo?
Foram realizados vários estudos no EUA desde 1987. A Academia Nacional de Ciências nos Estados Unidos concluiu que o maior número de estudos documentados utilizaram métodos comportamentais. Além disso, a Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidos, afirma que a terapia ABA é o único tratamento que possui evidência científica suficiente para ser considerado eficaz. Por esse motivo, médicos e profissionais da saúde vem indicando cada vez mais a Terapia ABA para o tratamento de crianças dentro do espectro autista.
A Terapia ABA trabalha no reforço dos pensamentos positivos com o objetivo de modificar comportamentos. Trabalha no intuito de aumentar alguns comportamentos que estão em déficit ou diminuir comportamentos que estão em excesso.
O que muitas pessoas pensam é que a Terapia ABA é um método e que será aplicada de forma igual para todos os pacientes. Isso não é verdade. ABA é uma ciência, composta de técnicas e métodos sim, porém é necessário conhecer a fundo a terapia comportamental pois cada processo será individualizado. Cada criança tem suas necessidades e responde de forma diferenciada. Portanto, esse profissional, geralmente da área da saúde, deverá ter conhecimento técnico para a aplicação da terapia com bons resultados. Além disso, pais e educadores também podem conhecer mais sobre análise do comportamento para intensificar a terapia em casa ou na escola.
Alguns estudos revelam que para que a criança tenha sucesso na terapia é necessário que os mesmos comportamentos sejam estimulados e reforçados por 40 horas semanais, pelo menos, até alcançar o aprendizado. Uma criança jamais ficará 8 horas por dia em um consultório fazendo terapia. Até mesmo porque ela precisa ir à escola, interagir com outras crianças, ficar em casa com a família, passear etc. Pensando dessa forma, pais e educadores devem participar desse tratamento de forma efetiva, a fim de estimular a criança a alcançar as mudanças de comportamentos necessárias.
Graças à internet, hoje temos acesso a vídeos, materiais de estudo, artigos e muitas ferramentas que ajudam familiares e educadores a conhecerem mais sobre essa ciência e, juntamente com a equipe multidisciplinar, esses poderão fazer a diferença na vida de uma criança.
Débora Bueno – CRP 112716 – é psicóloga com formação em Terapia Cognitiva Comportamental. Atua na área clínica com atendimento presencial e online (infantil e adulto).
@deborabuenopsicologia
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